Visita ad limina: padre Agamenilton leva ao papa Francisco, as alegrias e esperanças da Diocese de Uruaçu

Nos próximos dias 8 a 18 de fevereiro, os bispos e administradores diocesanos do Regional Centro-Oeste da CNBB (estado de Goiás e Distrito Federal) estarão em visita oficial ao Santo Padre, o papa Francisco. A audiência com o pontífice será no dia 11. Denominada de Visita ad limina Apostolorum, significa no liminar, na soleira, nos limites ou entradas (limina) das Basílicas dos Apóstolos Pedro e Paulo, onde os bispos diocesanos visitam os sepulcros dos Apóstolos, conservados, segundo a tradição, na cidade de Roma.

A visita é uma antiga tradição da Igreja e uma graça de Deus, que permite aos bispos estarem reunidos juntos à Sé de Pedro. Trata-se de um voltar às fontes originais onde a vida e o carisma iniciaram o caminhar da Igreja, para reavivar e fortalecer o significado desses locais, na vida e na missão dos pastores da Igreja de nosso tempo.

A peregrinação a Roma é também uma visita de trabalho, de reuniões e de contatos que os bispos realizam junto à Santa Sé e seus diversos organismos, dicastérios (departamentos), conselhos e comissões pontifícias.

Padre Francisco Agamenilton, administrador diocesano de Uruaçu, é quem vai representar nossa Igreja Particular na Visita ad limina. Ao portal da Diocese, ele concedeu entrevista em que explica o sentido deste evento para a Igreja e nos convida a todos a rezar e participar deste importante momento. Confira!

ENTREVISTA
Qual o sentido da Visita ad limina para o povo de Deus nas paróquias e comunidades? Como eles podem estar em sintonia com esse acontecimento a partir de suas realidades?
Para eles significa renovar sua adesão filial ao Santo Padre, à comunhão com a Igreja e, principalmente, à comunhão com Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. Os bispos e administradores diocesanos vão a Roma representando todos os diocesanos. Por isso, o encontro deles com o Papa é também, de certo modo, o encontro dos fiéis com o Papa.
Eles podem estar em sintonia com este acontecimento mediante a oração por nós e o seguimento das redes sociais diocesanas por meio do celular ou computador.

Quais suas expectativas em relação a essa visita?
Espero ouvir de Francisco e de seus colaboradores palavras de ânimo e que nos lançam para águas mais profundas na missão apostólica.

Da Diocese de Uruaçu, o que o senhor levará ao Santo Padre? Sabemos também que há um relatório entregue à Santa Sé sobre a Diocese de Uruaçu. O que consta nesse material?
Levarei o abraço de nosso povo ao Papa Francisco e a resposta positiva ao que ele mais pede: “rezem por mim”. Direi que aqui há um povo de grande fé, ama a Virgem Maria e deseja caminhar com o papa, pois assim terá a certeza de estar no caminho de Jesus.
O nosso relatório foi enviado à Santa Sé em agosto do ano passado. Ele tratou de relatar ao papa a situação diocesana, bem como os aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais de nossa região no período de 2015 a 2019. É um relatório muito minucioso. Ele foi elaborado com a ajuda de vários padres, conforme as pastorais acompanhadas por eles. Neste relatório se fala da administração diocesana, do exercício do ministério episcopal, do clero, da pastoral familiar, da educação, da vida cristã litúrgica e sacramental, da catequese, dos consagrados, da cooperação missionária, dos leigos, do ecumenismo, da relação com outras religiões, da evangelização da cultura, dos meios de comunicação social, da justiça social e doutrina social da Igreja, da caridade e promoção humana e cristã, da pastoral da saúde, da pastoral dos migrantes e dos itinerantes, dos bens artísticos e históricos da Igreja. Por fim, apresenta-se uma avaliação geral e as perspectivas para o futuro.

Há algum momento que é mais importante na Visita ad limina que o senhor poderia falar a respeito?
Os momentos são três: a visita ao Papa, os encontros com os seus colaboradores segundo os diferentes dicastérios e a profissão de fé diante da tumba dos apóstolos São Pedro e São Paulo. Eu destaco o momento de encontro com o papa. É nesta hora em que poderemos falar com Vigário de Cristo ou o “doce Cristo na terra”, para usar uma expressão de Santa Catarina de Sena. Partilharemos com ele as nossas alegrias e esperanças na caminhada de fé e, principalmente, ouvir suas palavras que nos confirmam na fé.

Fonte: diocesedeuruacu.com.br/

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